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Má-fé das autoridades

por Jorge Santos, em 01.06.22

radar.jpg

  A propósito dos novos radares colocados em Lisboa, devidamente assinalados; são um exemplo que devia vingar em Portugal, não vivêssemos, há  décadas, sob  tutelas que usam a má-fé para nos extorquir dinheiro. Qual prevenção, qual quê? Multas, venham as multas que isso é que interessa aos cofres do Estado.

 Todos os que andam nas estradas de automóvel, seja em lazer ou trabalho, têm vários exemplos para atestar o que afirmei.

 Qual é o propósito de colocar radares de controlo de velocidade atrás de caixotes do lixo, entre a vegetação, escondidos aqui e ali? Porquê nas auto-estradas, nas descidas acentuadas, ou em troços sem qualquer tipo de perigo rodoviário? 

 Aceito todas essas manigâncias da BT se, atempadamente, fosse colocada uma placa avisadora da presença dos dispositivos. Assim, todos levantariam o pé do acelerador. E estava garantida a segurança. Isto sim. Prevenção, segurança e boa-fé. A GNR e a  tutela mostravam a preocupação com os automobilistas. Deveria ser prática obrigatória.

  Acontece exactamente o contrário. À socapa, procurando unicamente extorquir dinheiro ao condutor. Será isto constitucional? Não sou jurista, por isso não sei responder. Mas num Estado de Direito, sermos controlados sem o nosso conhecimento parece-me um abuso.

  Esta forma subterrânea de agir por parte da tutela e autoridades não contribui, em nada, para diminuir a sinistralidade. Quem tem por hábito circular em velocidade excessiva, continua a fazê-lo. Vai ficando mais pobre , mas continua. Acontecia o contrário se os radares fossem bem sinalizados. Mas, a conclusão, é que "sinistralidade rodoviária" é chavão usado pelas autoridades para nos passarem multas.

 Não seria muito mais decente, seguro, legal e lógico assinalarem os radares?

 Infelizmente, o dinheiro fala mais alto do que nós.

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publicado às 21:12


14 comentários

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De Vagueando a 03.06.2022 às 09:11

Não se trata apenas de poderes e questões orçamentais. Trata-se isso de poderezinhos que todos gostam de exibir. A par da indústria automóvel gravitam muita organizações que têm que fazer prova de vida de tempos a tempos.
Alguém se mostrou interessado em saber quem desrespeita o sinal vermelho, isso sim de uma gravidade extrema, não só ao nível de atropelamentos como acidentes graves?
Alguém se interessa com as ultrapassagens em locais proibidos que causam acidentes gravíssimos?
Alguém se interessou recentemente pelo facto de um autocarro, ser atravessado o separador central da A1, ter arrancado a proteção lateral da faixa contrária, embatendo num poste com violência, sem se perguntar que proteção oferece então os separador central?
Alguém se constituiu assistente (como fizeram no caso da morte do trabalhador pelo carro de Eduardo Cabrita) em dois acidentes onde morreram 12 pessoas, um em Setembro/2018 no IC em Pombal (choque frontal) e outro em Junho 2018 na Marateca (choque frontal)? Alguém divulgou ou quis saber porque razão estes acidentes aconteceram?
Alguém nas TVs se interessa por ter um programa regular dedicado exclusivamente à segurança Rodoviária, quando existem tantos programas dedicados as automóveis?
Recentemente passou uma reportagem na CNN em que 3 jornalistas percorrem a EN 1 em caravana , moto e carro elétrico e sem qualquer remoque de consciência filmam-se e mostram ao público a ultrapassar em cima de traço contínuos e atravessar essa estrada por cima de um duplo traço continuo.
Ver aqui a Reportagem, minuto 8 e minuto CNN https://cnnportugal.iol.pt/videos/gti-plus-uma-viagem-pela-nacional-1-ao-volante-de-uma-fiat-ducato/61b5d4690cf21a10a413c321

É isto que promove a insegurança nas nossas estradas, o excesso de velocidade (que é diferente da velocidade excessiva) não são a causa generalizada de acidentes (há locais ainda em Portugal onde em estradas fora das localidades, em caso de obra, se coloca limite máximo de vel 1o Km/H) agravam sim e muito as consequências de um acidente.
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De Jorge Santos a 03.06.2022 às 20:52

Referi, em concreto, as auto-estradas; mas sim, tem razão no que afirma.

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