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Lá vêm os bons!

por Jorge Santos, em 02.07.22

la vem os bons.jpg

Hoje nasceu um partido novo! Parece...

Novos cidadãos, gente que nunca andou nos negócios ( literalmente!) da política, juntaram-se para salvar Portugal. Parece...

A politica espectáculo que a América criou, espalhou-se pelo mundo. Se é bom ou mau, não sei dizer. Só sei que não gosto.  O que sabemos todos é que Portugal continua no fosso, à medida que foram passando  partidos pelo poder. E, de quatro em quatro anos, a pátria lusa enche-se de promessas. E os portugueses de esperança. Depois...catrapuz, a desilusão.

Quem acompanhou o congresso do PSD apercebeu-se, com certeza, da injecção de optimismo. Luís Montenegro, a modos que montado num cavalo branco, com uma bandeira às costas, gritava: agora chegam os bons, os que vão dar cabo dos incompetentes e mudar a vida, para melhor, aos portugueses.

Pois, Luís Montenegro, isso era muito bom. Mas parece que as figuras escolhidas pelo líder nunca estiveram no Parlamento, nunca foram membros do governo, nunca foram ministros. São todos "virgens" nesta coisa! 

 E que dificuldade têm todos em dizer que são social-democratas! Lá vão assumindo, mas a medo. Compreensivelmente, porque na realidade não o são. Lá no fundo, bem no fundo, talvez entendam que é a melhor solução; mas os seus negócios, os dos seus amigos e as empresas multinacionais exigem-lhe o ultraliberalismo.  Um dos novos elementos da direcção do partido até afirmou que o PSD é o partido das pessoas. Agora, sim! Vamos ter um partido que pensa nos cidadãos.

Mas então, nas várias vezes que passaram pelo governo, até com maiorias absolutas, por que não transformaram Portugal num país próspero, com políticas parecidas às da social democracia nórdica? Por que insistiram mas medidas que massacraram sempre os mais necessitados? E os fundos que vieram "da Europa" e que foram parar aos bolsos deste e daquele?  E o pagamento especial por conta, que tanto prejudicou pequenos empresários? E o famigerado gasóleo agricola? A cultura do girassol? E alguns destes "novos" políticos, já por lá andavam a lançar palpites.

 O meu comentário não tem a ver com o partido em si. Se fosse o PS ou o CDS ou outro qualquer que já tivesse sido governo, dizia o mesmo.  Sou social-democrata sem partido, portanto estou à vontade para tecer as mignhas críticas. 

 Para concluir, entremos na "reciclagem partidária". Pode ser que a ideologia, finalmente, coincida com o nome dos partidos. E aquelas mulheres e homens, deixem de lado as reformas vitalícias que lhes foram atribuída aos 40 anos. E tenham percebido que o amiguismo criou uma teia de corrupção que nos aperta até ao pescoço. E ninguém a quis, até hoje, desapertar.

Para quem acredita no discurso partidário, foi, seguramente, um dia feliz. 

Os que têm memória, como eu...parece mais do mesmo. Aguardo pela propostas alternativas às do governo.

Felizes os que acham , agora  sim, chegou a competência. E os bons. Os que nunca se enganam e raramente têm dúvidas.

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publicado às 21:30


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